Dinheiro vivo no exterior: nem sempre um negócio tão bom assim

29 de maio de 2014 | Postado por Marina em Dicas de Viagem
Olá viajantes! Tudo beom?
Compartilho com vocês uma excelente matéria do Ricardo Freire no O Estado de S.Paulo:

Desde que o IOF de 6,38% foi estendido aos saques, gastos no débito e  carregamento de cartões pré-pagos, muitos viajantes brasileiros voltaram ao  jeito antigo de levar a verba para a viagem: em dinheiro vivo, em porta-cédulas  escondidos por baixo da calça.

O número absoluto – 6,38 – chama tanta atenção que acaba ofuscando outros fatores. E nem estou falando da segurança: nisso todo mundo pensa – e resolve  usando doleiras e cofres. Veja outros detalhes que merecem consideração.

Quanto você vai levar? Existe um limite de dinheiro vivo que você pode transportar sem necessidade de fazer a declaração. Caso você saia do Brasil com o equivalente a R$ 10 mil ou mais, em qualquer moeda, vai precisar declarar o valor à Receita brasileira.

Desembarcar nos Estados Unidos com mais de US$ 10 mil, ou na Europa com mais de 10 mil em espécie, também requer declaração na chegada. Se for pego, pode responder por contrabando de dinheiro.

Qual é a cotação do papel-moeda? Se você comparar o preço do dólar nos bancos e nas corretoras com a taxa de conversão usada pelo seu cartão de crédito, vai averiguar que o dólar papel custa uns 2% mais caro do que o do cartão.

Na compra legal de papel-moeda também incide um pequeno IOF – de 0,38%.

Aquela diferença de 6,38% já baixa para uns 4%. Ou seja: a cada R$ 1 mil gastos no exterior, o conforto (e as milhas) do cartão de crédito vão lhe custar R$ 40.

A moeda que você está comprando é corrente no país para onde você
vai?
Caso tenha que trocar os seus dólares ou euros por outra moeda (coroas, rands, florins, dinares…), você necessariamente vai precisar usar uma casa de câmbio, onde vai pagar uma comissão – explícita ou embutida na taxa de conversão – de até 5%.

O cartão de crédito e o saque internacional direto da sua conta corrente oferecem uma taxa de conversão melhor, que provavelmente compense o IOF.

Diversificar é melhor. Deve-se pensar em dinheiro para viagem como se pensa em investimentos: não se deve depender de uma única modalidade.

Combine as vantagens dos diversos meios. O dinheiro vivo congela a taxa de conversão e garante alguma economia (se for usado em países onde é moeda corrente).

O cartão de crédito sai um pouco mais caro e não garante a estabilidade do câmbio, mas proporciona conforto, segurança e pode dar milhas.

O cartão pré-pago continua como um ótimo plano B, para ser carregado à distância em situações emergenciais.

Faça o seu mix e boa viagem.

 

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