Pensando em fazer um High School? Saiba o que considerar!

08 de novembro de 2013 | Postado por Marina em Colegial no Exterior - High School

Com o mundo cada vez mais conectado e globalizado, cresce entre os pais a vontade de enviar seus filhos para estudar um período no exterior, seja para garantir uma experiência cultural ou já antecipando eventuais demandas do mercado de trabalho. Segundo dados da Associação Brasileira de Organizadores de Viagens Educacionais e Culturais (Belta, da sigla em inglês), no ano passado, 175 mil brasileiros procuraram agências de intercâmbio para estudar em outros países. Esse volume é mais que o dobro do registrado pela Belta há cinco anos.

Uma das modalidades mais requisitadas por estudantes brasileiros que têm essa oportunidade no exterior é a high school (equivalente ao nosso ensino médio). Atualmente, são mais de 23 mil estudantes brasileiros em programas do tipo. De acordo com um estudo realizado pela Belta, essa modalidade só perde para os cursos de idiomas em volume de procura e vem crescendo nos últimos anos. Dados da Student Travel Bureau, agência especializada em intercâmbio, mostram que o número de brasileiros que deixaram o país para cursar o ensino médio em países como Estados Unidos, Canadá e Inglaterra cresceu 30% só no ano passado. “Além de aprimorar o idioma, a high school é uma ótima oportunidade para o jovem conhecer outras culturas e amadurecer como pessoa”, avalia Carlos Robles, presidente da Belta.

Para Gabriel Valério de Arruda, de 20 anos, que fez high school nos Estados Unidos em 2010, essa foi uma experiência marcante em sua vida. “Passar um ano morando com uma família americana, tendo contato direto com outra cultura, foi uma experiência única. Quem tem esse tipo de oportunidade deve abraçar de coração”, avalia. Gabriel frequentou as aulas do terceiro ano em uma escola pública, do interior dos EUA, a Beaverton High School, no estado do Oregon, e ficou hospedado na residência de uma família norte-americana. Apesar do saldo positivo da experiência, ele conta que teve receio e algumas dificuldades nesse processo. “Antes de viajar, tinha várias dúvidas sobre o intercâmbio, não sabia se conseguiria fazer amizade com os estrangeiros, me adaptar à família que iria me hospedar e mesmo se conseguiria me virar com o meu nível de inglês”, lembra.

Depois de um tempo, Gabriel conseguiu superar essas questões. “Nos primeiros meses foi difícil fazer amizade e mesmo me adaptar foi morar em uma casa com duas crianças pequenas (o que exigia silêncio durante a soneca da tarde dos pequeninos) e em uma família simpatizante da culinária vegetariana (ele adora carne).

Outra opção de hospedagem para quem vai fazer um curso no exterior é o sistema de internato, quando o aluno mora em um alojamento na própria instituição. Foi o que aconteceu com Raquel Palmeira, de 18 anos, que mora em Salvador e estudou dois anos em Oxford, na Inglaterra. “Foi uma experiência bem incomum porque, ao contrário do que eu pensava, tive menos liberdade lá do que na casa dos meus pais. Os toques de recolher são bem rígidos e os horários de estudo também. Por outro lado, a imersão é bem maior e te dá mais oportunidade de conhecer os outros alunos”, conta ela, que pretende se graduar em biologia na Inglaterra.

Diploma brasileiro
Mas e quando o aluno não continua os estudos no exterior e volta para terminar o ensino médio no Brasil, como ficam as diferenças de conteúdo? “Nossa escola apoia e incentiva o intercâmbio, mas é claro que os alunos que fazem isso interrompem uma sequência de estudo, que pode ter impacto, por exemplo, no desempenho no vestibular”, ressalta Alceu João Gnoatto, diretor responsável pelo terceiro ano do ensino médio em duas unidades de um grupo de ensino em Curitiba. Segundo ele, todos os anos, cerca de 100 alunos do segundo ano do ensino médio deixam a instituição no final do primeiro semestre para estudar no exterior, retornando um ano depois, em julho, para terminar o terceiro ano do ensino no Brasil.

“Muitos pais chegam a mandar o material de estudo da escola brasileira para os filhos no exterior, para que ele estude em paralelo”, lembra Gnoatto. O educador destaca que, além de validar no consulado a formação adquirida durante sua estadia no exterior, o estudante precisa ter a sua grade de disciplinas avaliada pela escola no Brasil. “Há uma comparação e ele faz as aulas que forem necessárias. Temos turmas específicas de reforço, para ajudar nessa readaptação”, explica. Para quem vai prestar vestibular, a instituição também oferece um curso, conhecido como semi, para que esse aluno recupere o conteúdo perdido e aprimore o que já sabe. “Vira uma jornada dupla para o aluno, mas é um esforço necessário para quem viajou e ainda deseja entrar na faculdade”, completa.

Período curto
Mas não é preciso passar um ano ou mesmo seis meses no exterior para fazer intercâmbio durante o ensino médio. Algumas instituições possuem programas próprios que permitem conhecer um pouco da cultura de outro país e ao mesmo tempo estudar.

Destinado aos alunos da primeira série do ensino médio, o Intercâmbio Cultural Brasil-Alemanha, promovido por uma instituição de São Paulo de origem germânica (que conta com 10 mil alunos e três unidades) dura sete semanas, com parte dele realizado durante o período de férias escolares no Brasil, indo do final dezembro ao mês de fevereiro. “É um programa que está integrado ao currículo escolar, com uma perda muito pequena das aulas realizadas no país, uma ou duas semanas apenas, no início do ano letivo”, explica Odair Celestino Artmann, professor de alemão como língua estrangeira e coordenador do intercâmbio. Segundo ele, quando os 120 alunos que participam do programa retornam do exterior, o professor faz um resumo do que aconteceu nesse período e os estudantes costumam rapidamente entrar no ritmo.

Além da duração mais curta, esse intercâmbio também se destaca pela maior integração entre as famílias que participam da iniciativa, com a reciprocidade na hospedagem. Quatro meses depois da viagem, é a casa alemã durante o intercâmbio receber em sua residência um estudante alemão. “Essa reciprocidade cria uma relação diferente, muito mais próxima entre a família que recebe o estudante, o que tranquiliza os pais”, avalia Artmann. “Eles são tratados como filhos. Muitos voltam chamando os anfitriões de pais alemães”, completa.

Caso o estudante ache que o período é muito curto e queira ficar mais tempo na Alemanha, é possível prorrogar o intercâmbio por mais três meses. Nesse caso, porém, é necessário que o aluno participe de aulas de apoio, ao regressar ao Brasil.

Programe-se
Em geral, os participantes de intercâmbios precisam preencher um formulário com informações pessoais como idade, gostos pessoais, desempenho escolar e situação médica, entre outros. Essas informações serão repassadas às famílias interessadas em receber estudantes, que escolhem entre os currículos qual aluno desejam abrigar. Em intercâmbios em escolas públicas e com a hospedagem em casas de famílias voluntárias, é comum o estudante escolher apenas o país. A cidade na qual vai viver pelos próximos meses ou mesmo a escola dependerá da família que aceitá-lo.

Como os programas de estudo no exterior durante o ensino médio variam no tempo de duração (de dois meses a dois anos), tipo de instituição (pública ou privada) e mesmo no tipo de hospedagem (internato, casa de família remunerada ou voluntária) os custos também oscilam muito.

E algumas instituições internacionais chegam até a bancar as despesas. A UWC (United World Colleges – www.uwc.org.br), organização sem fins lucrativos com 13 escolas em diferentes países, oferece bolsas de estudos que podem ser totais ou parciais, para brasileiros entre 15 e 18 anos e que estejam cursando a primeira série do ensino médio. Porém, o número de vagas é bem limitado: no máximo dez por ano.

Para quem não consegue esse tipo de subsídio, o caminho mais barato passa pelos programas públicos, com escolas oferecidas pelos governos dos países de destino. “Nesse caso é preciso ter domínio do idioma, boas notas e fazer inscrição com pelo menos seis meses de antecedência”, explica Renata Santana, diretora do programa de high school da agência STB. Para passar um semestre nos Estados Unidos, por exemplo, estudando em uma escola pública e hospedado em casa de família, os custos começam em cerca de US$ 9 mil, valor que inclui apenas a parte terrestre. Em uma escola particular, os valores podem superar US$ 20 mil pelo mesmo período.

Fonte: http://www.guiasdeeducacao.com.br/boaescola/142/hora-da-high-school#sthash.4QYYseVt.dpuf

  1. Olá, meu nome é Ana Carolina, tenho 14 anos, e pretendo fazer intercâmbio no EUA, eu gostaria de ir para lá, fazer o terceiro colegial e voltar para fazer faculdade, mas não sei se é possível fazer o terceiro ano do ensino médio no exterior e depois fazer uma faculdade no Brasil, já passei noites pesquizando à respeito mas não encontrei uma resposta concreta.. Eu gostaria de saber quanto custa um intercâmbio, se é possível gastar menos que R$12000 reais já incluindo passagem, qual a diferença em estudar numa escola estadual do governo americano e em estudar numa escola particular… Toda informação é bem-vinda.
    Obrigada.


  2. Boa noite,
    quero um orçamento para high school nos EUA por 1 e 2 semestres,todos os tipos de residencia. Há possibilidade de adquirir bolsa de estudos?
    Obrigada desde já. Aguardo retorno


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