Estado de Minas – MG

28 de janeiro de 2011 | Postado por Marina em Saiu na mídia

Em 1996, Marina Motta, então com 14 anos, saiu de casa pela primeira vez para realizar o sonho de morar em outro país. Gostou tanto que repetiu a experiência nada menos que outras dez vezes. Com toda a bagagem de um “viajante profissional”, a jovem, moradora de Recife, lançou o livro “Intercâmbio de A a Z”, mantém umblog sobre o assunto e ainda gerencia uma agência para intercâmbios.

De Recife, onde mora, ela conversou com o portal O Tempo

Como foi o início de sua saga como intercambista?

Meu primeiro intercâmbio foi para a Inglaterra, aos 14 anos, para a cidade litorânea de Bournemouth, que fica a duas horas e meia de Londres. Foi um programa de férias para adolescente, no mês de julho. Eu estava acompanhada de um guia e de outros brasileiros. Fiquei na casa de uma família e estudava inglês em uma escola de idiomas. Depois, fiz outros dez intercâmbios.

O que mais te atrai nesse tipo de viagem?

É a curiosidade em conhecer outros lugares e interesse por aprender idiomas. Como sou filha única, foi mais viável financeiramente. E também acabou determinando muito minhas escolhas profissionais. Fiz relações internacionais, depois entrei na parte de comércio exterior em uma multinacional. Há seis anos, comecei a trabalhar com intercâmbio. Meu livro aborda justamente minhas experiências com intercambista e como gerente de uma agência de intercâmbios.

Conte um pouco sobre suas experiências.

Fiz alguns programas de férias para adolescentes. Na verdade, foram quatro, dos 14 aos 16 anos, todos para países onde se fala inglês: dois para Inglaterra, Estados Unidos e Austrália. Muito embora todos tenham sido para países onde se fala o mesmo idioma, foram culturas e experiência diferentes. Deu para aperfeiçoar o inglês cada vez mais. Com 16 anos, fiz meu intercâmbio de maior duração. Foi para a França, onde passei oito meses. Voltei para a casa e depois fiquei mais seis meses no Canadá. Quando voltei, comecei faculdade. Aí passeia estudar alemão. Fiz dois intercâmbios durante as férias para a Alemanha. Meu último intercâmbio foi para Orlando, nos Estados Unidos, onde trabalhei em um parque da Disney aos 20 anos.

O que mais muda no aspecto pessoal uma pessoa que faz intercâmbio?

O mais importante é você se sentir mais seguro em relação a você mesmo. Às vezes a gente acha que não é capaz, ou tem certa insegurança ou medo em relação a transição. E o intercâmbio expõe você a situações de mudanças, e mudanças nem sempre são fáceis. Mas eu acho que a gente sempre aprende, amadure. A gente sempre volta melhor depois de uma viagem de intercâmbio. Outro aspecto é a oportunidade de conhecer novas culturas. Primeiramente, é interessante evitar os “pré-conceitos”. Nós temos que pensar que existem pessoas amigas, frias ou comunicativas em todas as culturas. É muito ruim sair do país pensando, por exemplo, que o alemão é frio. O intercâmbio é uma ótima oportunidade para abrir a cabeça em relação às diferentes culturas. A gente cresce.

Dá para fazer intercâmbio tendo uma condição financeira mais limitada?

Sim. Na verdade, existem várias opções de intercâmbio no mercado. As de trabalho remunerado são interessantíssimas. Por exemplo, a gente tem o programa que oferece aos intercambistas a chance de cuidar de crianças nos Estados Unidos. O investimento é realmente baixo. Estamos falando em algo em torno de 800, 900 dólares. Você tem suas despesas, inclusive a passagem, pagas pela família, normalmente. Também existem órgãos internacionais que concedem mestrados/doutorados. O que aconselho aos interessados é pesquisar.

* Na Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, França e Canadá, Marina fez dois intercâmbios. Na Austrália, viveu uma única vez.

* Além do português, é fluente em inglês, francês, alemão e espanhol.

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