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11 coisas mais importantes para saber em qualquer língua:

02 de janeiro de 2014 | Postado por Marina em Aprendizado Linguas Estrangeiras

Quem já foi a locais como o Grand Bazaar em Istambul ou o Mercado de ouro ou de especiarias em Dubai e teve a sensação que os vendedores (alguns até mesmo crianças, ajudando seus pais) são absolutamente fluentes em qualquer língua que você  imagina? Será que eles são gênios? Não, eles aprenderam o básico para negociar (e vender) para turistas como nós!

Sim, sabemos que inglês ajuda (e muito!) na maioria dos lugares sendo que, em alguns casos, seja por questão de sobrevivência (locais isolados) seja para sentir-se mais integrado a cultura local (ou, mesmo para fazer aquele “charminho” de que você arrasa em dinamarquês, kkk) a questão é que,  falar um pouco do idioma do destino que você vai é sempre uma ótima pedida!

Mas, quais seriam frases ou expressões básicas? Vamos a elas…

1)   Sim e não

2)  Quanto custa?

3)  Números

4)  Noções tempo (horas, 15 minutos para… 30 minutos
para…meio dia, meia noite, hoje, amanha, que horas são?, que horas o trem número
xxx sai?)

5)  Eu quero/Eu preciso.(Isto, hotel, quarto, comida, médico)

6)   Direções (Onde fica? Eu quero ir….. Qual a distância? Trem, ônibus, aeroporto.
Virar a esquerda, virar a direita, ir em frente, quarteirão)

7)   Eu posso?

8)   Eu gosto

9)   Ser (É, eu sou, você é)

10)  Obrigado(a)

11)  Saia daqui/Deixe-me em paz/Socorro

E, você, tem mais alguma sugestão de palavra ou frase essencial?

Beijos e até a próxima viagem!

Marina.

#Idiomas: Como nasce uma língua?

14 de dezembro de 2011 | Postado por Marina em Aprendizado Linguas Estrangeiras

Bom, todos sabem da minha paixão por outros idiomas, né? E, no meu caso,  não se resume ao fato de poder me comunicar com outros povos; o que me fascina também é a origem e as curiosidades dos idiomas e de como chegamos até aqui! É um viagem! Muitas vezes literalmente! Sendo assim, para os viajantes que também curtem este assunto, mais um post “linguístico” para vocês!

Em primeiro lugar, é preciso compreender o que é um idioma. “É o conjunto organizado de signos lingüísticos, com características fonéticas e vocabulares próprias. Além disso, ele deve ter um número razoável de falantes que o utilizem em textos de larga circulação. Do contrário, é só um dialeto”, explica Jarbas Vargas Nascimento, professor de latim da PUC de São Paulo.

Geralmente, uma nova língua nasce de outra já existente, num processo que pode durar séculos. O português e o francês, por exemplo, surgiram do latim. Mas também é possível que não haja uma só raiz. É o caso das chamadas línguas germânicas, como o alemão e o dinamarquês. “Elas podem ter se originado de forma independente, pois essas tribos nem sequer se conheciam”, afirma Goez Kaufmann, especialista em dialetologia e professor convidado da Universidade de São Paulo.

No caso das línguas neolatinas sabe-se que todas têm uma origem comum porque na época do Império Romano todos falavam o latim vulgar e quase ninguém estudava normas gramaticais”, diz José Rodrigues Seabra, professor de língua e literatura latina da USP. Com o fim do domínio dos césares, os vários povos passaram a falar dialetos diferentes, que se transformaram em idiomas próprios.

Hoje o inglês é dominante, mas os especialistas acham difícil ocorrer um processo semelhante de fragmentação porque não só o idioma é bem estruturado como milhões de pessoas conhecem as regras gramaticais. “Ainda assim, o inglês falado na Índia é cada vez mais diferente do usado em outras partes do mundo e pode ser que no futuro ele seja considerado outra língua”, diz Kaufmann.

#Linguas: Origens & Curiosidades:

Chinês – Pré-história, a partir de dialetos como o cantonês, o de Xangai e o de Pequim.  Só em 1949, com o governo comunista, surgiu uma língua oficial, derivada da fala de Pequim. A escrita, ideográfica (refere-se a significados e não a fonemas), unificou culturalmente o país.

Grego – Nasceu de vários dialetos da península Balcânica no século 8 a.C.  Foi a primeira língua internacional e com ele nasceram a filosofia e a cultura do Ocidente. Outros idiomas o utilizam em nomes científicos e em palavras como “fósforo” e “estética”.

Japonês – Por volta do século 3, ao leste e ao sul do arquipélago japonês. Curiosidade – Tem 3 sistemas de escrita: o hiragana, o katakana e o kanji (os ideogramas chineses). Por isso, um japonês que não fala uma palavra em chinês pode ler muita coisa nesta língua. 

Árabe – Península Arábica, primeiros registros escritos datam do século 5. Desenvolveu um alfabeto próprio, que depois foi adotado pelo persa (Irã) e o pashtu (Afeganistão). A língua responsável pelo desenvolvimento da civilização islâmica é falada em 22 países.

Latim – Por volta do século 7 a.C. na região do Lácio, onde Roma foi fundada. Expandiu-se junto com o Império Romano e acabou dando origem a cerca de 10 línguas. Ainda hoje é o idioma oficial no Vaticano. Palavras latinas estão em todas as línguas modernas.

Bjs e até a próxima viagem!

Marina.

Fontes: Professores da USP Mário Bruno Sproveno (chinês), Mamede M. Jarouche (árabe), Junko Ota (japonês), José R. Seabra (latim) e Antônio Medina Rodrigues (grego clássico). Texto: Torre de Babel por Gilberto G. Pereira